Evento em São Paulo reúne especialistas para discutir Regime de Colaboração na educação

Acontece em São Paulo, entre os dias 29/11 e 1/12, o I Seminário Colabora Educação.  Promovido pelo Movimento Colabora Educação, o evento tem o objetivo de discutir e refletir sobre o tema do Regime de Colaboração entre diferentes entes federados na gestão da educação, suas possibilidades e desafios, incentivando novas iniciativas. “Essa cooperação possibilita políticas públicas com metas comuns, mais sustentáveis, reduzindo custos e aumentando a eficiência”, conta o Especialista em Educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), João Marcelo Borges.

Nascido como uma Mesa Temática no âmbito do Conselho Consultivo da Sociedade Civil do BID no Brasil, o Colabora conta com os seguintes membros: Instituto Natura, Instituto Unibanco, Fundação Itaú Social, Movimento Todos pela Educação, Fundação Lemann, Instituto Positivo e Instituto Ayrton Senna, além do próprio BID.

O encontro trará mesas de discussões com gestores públicos estaduais e municipais, representantes de arranjos colaborativos e consórcios em educação, acadêmicos, especialistas em educação e instituições do terceiro setor, além de representantes do MEC (Ministério da Educação), da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação), do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e do Conselho Nacional de Educação (CNE). Além disso, será lançada a primeira publicação feita pelo Movimento Colabora Educação, em parceria com o Instituto Positivo. Trata-se do livro “Cooperação Intermunicipal – experiências de Arranjos de Desenvolvimento da Educação no Brasil”. A obra, escrita pelo pesquisador Fernando Luiz Abrucio, tem por objetivo dar continuidade aos estudos e às análises sobre os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) como um importante modelo de colaboração intermunicipal

Entre os integrantes das mesas do evento estão: o pesquisador Fernando Luiz Abrucio, o educador Mozart Neves, o ex-prefeito de Penápolis, Sinoel Batista, o secretário de Educação Básica, Rossieli Soares da Silva, o ex-ministro da Educação, Henrique Paim, o ex-presidente da Undime e consultor do Conviva Carlos Sanches, o fundador da Oficina Municipal, José Mario Brasiliense, a presidente do Todos pela Educação, Priscila Cruz, o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques e o presidente do Conselho Nacional de Educação, Eduardo Deschamps.

O seminário contará com uma mesa interinstitucional, nas quais MEC, Consed, Undime e CNE poderão discutir suas perspectivas para o avanço de ações colaborativas. Similarmente, secretários municipais e secretários estaduais terão momentos nos quais compartilhar com seus pares o que vêm fazendo nas suas gestões, os desafios e oportunidades encontrados e lições aprendidas. Finalmente, uma apresentação sobre o Plano de Ações Articuladas (PAR) abrirá discussão sobre financiamento da educação e sua importância para o desenvolvimento do Regime de Colaboração.

Durante o seminário será divulgado o resultado de mapeamento de ações colaborativas na área de gestão pública de educação em todo o país realizado pelo Colabora Educação. Além da identificação das ações, o levantamento buscou apontar as principais dificuldades dos municípios e assim subsidia-los com possibilidades colaborativas para resolverem seus desafios. O levantamento foi feito durante o 16º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que aconteceu em agosto, e reuniu mais de 1.200 secretários municipais de educação. “Essa consulta permitiu que levantássemos uma ampla base de dados que retrata não apenas os diferentes arranjos colaborativos distribuídos pelo país, mas que também aponta os maiores desafios e oportunidades na implementação de ações em regime de colaboração”, conta Borges. “O mapeamento vai nos ajudar a entender melhor o que já está sendo feito, para podermos apoiar e difundir boas experiências”, completa.

O Movimento Colabora Educação foi criado em 2016 com o objetivo de fomentar e fortalecer ações cooperativas entre entes federados no âmbito das políticas públicas de educação. “Nós entendemos que o Regime de Colaboração é uma condição necessária para a melhoria dos resultados de aprendizagem de todos”, finaliza o Especialista em Educação do BID.

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