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Escolas em tempo integral

Com base em avaliações externas nacionais e internacionais, o Instituto Natura formalizou o posicionamento em defesa da escola pública em tempo integral como sendo aquela com melhores condições de garantir eficácia, coesão social e equidade desempenho escolar. Quando observamos os resultados do exame internacional PISA, por exemplo, verificamos que em nenhum dos países bem posicionados os estudantes contam com apenas quatro horas de aula por dia. O mesmo ocorre quando temos os dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): escolas em tempo integral são as que promovem os melhores resultados de aprendizagem no Brasil, sendo elas públicas ou privadas.

Nessa perspectiva, temos apoiado os esforços de secretarias estaduais e municipais de Educação na implementação e no desenvolvimento desse modelo escolar, visando fortalecê-lo e torná-lo uma política nacional de educação. Esse apoio tem sido realizado por meio de uma parceria estratégica que articulamos com o Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), cujo modelo de escola em tempo integral tem obtido êxito nas redes onde está implementado. Além da excelência acadêmica e de professores com dedicação exclusiva, ele promove a construção do projeto de vida dos estudantes, estimulando sua autonomia e seu protagonismo.

Nossa primeira parceria no tema teve início em 2012, com o apoio ao programa “Educação: Compromisso de São Paulo”, iniciativa da Secretaria Estadual da Educação, com a participação da sociedade civil. Além de atuarmos no Comitê Estratégico da iniciativa, ajudamos a construir e a implementar o Programa de Ensino Integral de São Paulo, apoiando a gestão e a governança e financiando as atividades do ICE, responsável pela metodologia pedagógica.

Analisado dentro da rede, este modelo de escola teve desempenho 14% maior no Ensino Fundamental e 24% no Ensino Médio. Na última edição do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), divulgado em abril de 2014, tanto no Ensino Fundamental, como no Ensino Médio, houve melhoria na distribuição dos níveis de proficiência em português e matemática. Em 2013, tanto o Ensino Fundamental como o Ensino Médio avançaram nos resultados em comparação com 2012. O Ensino Fundamental passou de 2,63 para 3,01 e o Ensino Médio passou de 2,16 para 2,67.

Inicialmente com foco no Ensino Médio, o projeto atingiu, em 2012, 16 escolas paulistas, beneficiando 4,5 mil alunos. Já em 2013, esse número saltou para 69 escolas, desta vez com a participação dos últimos anos do Ensino Fundamental, chegando ao total de 17 mil alunos. A meta é ter, em 2018, 1.000 escolas operando no modelo de educação integral no Estado de São Paulo.

Escala nacional

Buscamos agora impulsionar a concepção e a disseminação de projetos de educação integral também em outros estados e municípios. No final de 2013, o Instituto Natura assinou um termo de cooperação técnica com a Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza (CE) para a implementação, em 2014, de seis escolas em tempo integral, contemplando cerca de 2.880 alunos. Logo depois, em fevereiro de 2014, assinamos um novo convênio, desta vez com a Prefeitura de Sobral, também no Ceará, para a realização de um projeto-piloto no município, beneficiando 900 alunos. Em ambos os casos, contamos com a parceria técnica do ICE.

Lançamos, em conjunto com outros 14 institutos e fundações, o Centro de Referências em Educação Integral, que tem o objetivo de apoiar gratuitamente gestores públicos, escolas e agentes comunitários que pretendem ou já estão desenvolvendo programas nessa área. O Centro de Referências contém materiais formativos e instrumentais e um banco de experiências sobre diferentes temas relacionados à educação integral. Futuramente, oferecerá formações presenciais e a distância e orientação direta a escolas e gestores municipais e estaduais.

Também passamos a apoiar, a partir de 2014, o Observatório do Plano Nacional de Educação (PNE), especificamente com relação à meta 6, que prevê “oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica”. O observatório é uma plataforma que monitora os indicadores de cada uma das 20 metas do PNE e oferece análises sobre as políticas públicas educacionais já existentes e que serão implementadas ao longo dos dez anos de vigência do plano. A iniciativa é de 20 organizações ligadas à educação.

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