Blog 16/09/2019

Resultados da Pesquisa Internacional Sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS)

Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS), tradução de Teaching and Learning Internacional Survey é realizada a cada cinco anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, o responsável pela aplicação e tratamento dos dados é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A pesquisa é embasada na percepção de diretores e professores, por meio da aplicação de questionários com temas relacionados à clima escolar, liderança escolar, desenvolvimento profissional, gestão, entre outros.

O resultado do último TALIS (2018) está dividido em dois volumes, o primeiro, publicado dia 19 de junho de 2019, incide a dimensão de conhecimento e habilidades dos professores e o profissionalismo dos diretores. Já o segundo volume está previsto para março de 2020, no qual trará questões sobre prestígio, oportunidades de carreira, cultura colaborativa, responsabilidade e autonomia.

Agora, vamos entender um pouco sobre os resultados que já foram divulgados pelo TALIS?

A pesquisa demonstra que no Brasil, em geral, professores e diretores participam de treinamentos com regularidade, 87% dos professores (média da OCDE 94%) e 94% dos diretores (média na OCDE 99%) realizaram pelo menos uma atividade de desenvolvimento profissional no ano anterior à pesquisa.

A docência aparece como primeira opção de carreira para 65% dos professores consultados. Em termos de motivação para essa escolha, 95% mencionam a oportunidade de influenciar o desenvolvimento de crianças e contribuir socialmente.

No que tange ao clima escolar, 28% dos diretores brasileiros relatam atos regulares de intimidação ou bullying entre seus alunos, o que é maior do que a média da OCDE (14%), além de 87% dos professores brasileiros informarem que têm de acalmar os estudantes, sendo que a média na OCDE é de 65%.

Sobre o tempo em sala de aula, os docentes indicam que, em média, apenas 67% é dedicado ao ensino e aprendizagem. Em relação a práticas avaliativas, 40% dos docentes adotam autoavaliação dos estudantes.

A pesquisa demonstra um ponto de atenção na educação brasileira quando o assunto é inclusão e educação especial. No país, 11% dos professores informam ter, em sala de aula, 10% de alunos com necessidades educacionais especiais – a média da OCDE é mais alta: 27%. Apesar disso, no país, 58% informaram que têm “muita necessidade” de formação nessa área, ante a 22% na OCDE, e 60% dos diretores brasileiros informam que a qualidade da educação em suas escolas é prejudicada pela falta de professores qualificados nessa área, sendo que na OCDE, esse número é de 32%.

 

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Acesse os portais: INEP e OECD.